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sábado, 12 de março de 2011

Uma Alegria para Sempre

Mário Quintana, além de grande poeta também é um fofo! Apesar de nunca ter se casado nem tido filhos, Quintana sabia falar do amor com veracidade e simplicidade e o fez muito bem nesse poema dedicado à sua sobrinha-neta Elena Quintana.

Aproveitem!

Uma Alegria para Sempre (Mário Quintana)


As coisas que não conseguem ser olvidadas
continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre
onde as datas não datam.
Só no mundo do nunca existem lápides...
Que importa se - depois de tudo - tenha "ela" partido
ou que quer que te haja feito, em suma?
Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta,
ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado.
E abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata
criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
-disse, há cento e muitos anos,
um poeta inglês que não conseguiu morrer.

Para Elena Quintana

terça-feira, 1 de março de 2011

Livre para amar (Desabafo de uma mulher que não sabe fazer tipo)

Eu sou o que sou
Pode crer
Se você gosta de jogar
Pode esquecer

Não sou de fazer tipo
O que tenho pra dizer eu digo
Se não souber compreender
É você quem vai perder

Problema seu
Eu sou mais eu!
Não vou fingir que te odeio
Sendo que te amo
Nem vou esnobar você
Pra ver se dá mais valor

Se não souber aceitar
O meu gratuito amor
E me ter por garantida
Verá logo que a porta de entrada
Também serve pra partida

Não sei, se eu tô certa
Ou se eu tô errada
Há mulheres que fazem charme
E tem os homens na palma da mão
Acho que nasci meio do avesso
Prefiro ser íntegra e arriscar a solidão!

Sei que um dia há de chegar
Um homem com coragem suficiente
Para aceitar toda minha sinceridade
E a ele meu amor vou dedicar
Pois serei mais do que nunca
Livre para amar!

(Francine Cruz)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Taylor Swift

Eu, particularmente, gosto muito da Taylor Swift. Acho as letras dela muito sinceras, dá pra ver que tem sentimento verdadeiro ali e não somente uma junção de palavras bonitinhas. Como as melodias também são boas, pra mim as músicas dela são bem completas.

Essa música que hoje quero compartilhar com vocês é um belíssimo pedido de perdão e ao mesmo tempo uma declaração de amor, e no amor às vezes isso acontece mesmo, tomamos algumas decisões que nos arrependemos depois, mas nunca é tarde pra engolir o orgulho e abrir o coração!

Com vocês, BACK TO DECEMBER




Estou tão feliz que você arranjou tempo para me ver
Como está a vida? me diga, como está sua família?
Não os vejo faz tempo
Você está tão bem, mais ocupado do que nunca
Conversa fiada, trabalho, o clima.
Você levantou sua guarda e eu sei porquê
Porque a última vez que você me viu
Ainda está marcada na sua mente.
Você me deu rosas, e eu deixei que elas morressem


Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E faria tudo certo
Eu volto para dezembro toda hora

Não tenho dormido ultimamente
Ficando acordada relembrando de como fui embora
Quando seu aniversário passou,
E eu não liguei,
Eu penso no verão
Todas as horas bonitas
Eu assistia você rindo do lado do passageiro
E eu percebi que amava você no outono
Depois veio o frio
Com os dias escuros, quando o medo se arrastou na minha mente
Você me deu todo o seu amor,
E tudo o que eu lhe dei foi um Adeus

Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora

Sinto falta da sua pele bronzeada, seu doce sorriso,
Tão bons para mim, tão certos
E como você me segurou nos seus braços
Naquela noite de setembro
A primeira vez que você me viu chorar
Talvez isso seja pensamento positivo
Provavelmente meus sonhos sem fundamento
Se nós nos amássemos de novo eu juro que te amaria certo
Eu voltaria no tempo e mudaria, mas não posso
Então se a sua porta estiver trancada, eu entendo

Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora
Toda hora



domingo, 30 de janeiro de 2011

Ao Coração Que Sofre

Hoje eu acordei, sei lá, meio Olavo Bilac...


Ao Coração Que Sofre (Olavo Bilac)

Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.

Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.

E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;

E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.

Atenção leitores fantasmas: Comentar não custa nada e alegra o coração dessa blogueira!!!

Comentem please!!! :D



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DENTRO DO TEU CORAÇÃO

Oi pessoal! Tudo bem?

Hoje vou postar uma das minhas poesias, que está sendo musicada pelo meu excelentíssimo esposo.

Espero que gostem!



DENTRO DO TEU CORAÇÃO

 
Já tentei te esquecer
Tirar você de mim
Mas sempre que o amor me invade
É você que está aqui...

Em meus sonhos me lembrando
Que o melhor de mim eu dei pra ti
Que os sorrisos e as paixões
Você levou no fim...

 
Por mais que eu tente
Não pensar em você
Qualquer beleza te revela
Me faz lembrar você

 
Como eu explico pro meu coração
Que acabou e não tem solução
Se ele sangra e chora sempre mais
Pela falta que você me faz?

 
Eu perdoaria tudo,
Eu esqueceria tudo,
Pra estar de novo com você
Dentro do teu coração...

(Francine Cruz)

sábado, 15 de janeiro de 2011

HISTÓRIAS DE AMOR

Quem resiste a uma boa história de amor?

Certamente não eu. Adoro histórias de amor!
Pode ser brega, piegas, o que for, mas é verdade: sou uma romântica incurável. E não sou só eu, tenho certeza. Afinal, se não fossem os românticos esse blog não teria tantos acessos!!! hehehehe

Bem, pra quem não sabe eu escrevi uma linda história de amor chamada "Amor, Maybe" que ainda não foi publicada, mas muito em breve será (se Deus quiser!) e, nessa história, a protagonista Josephine também escreve a história de seu romance com Matthew como uma forma de dar um final feliz ao amor deles. Pra esse livro escolhi uma epígrafe bem significativa e resolvi partilhar com vocês:

"Que nossa história assim relida
O nosso amor, lembrado assim
Possam fazer-te, comovida,
Inda uma vez pensar em mim!"

(Olavo Bilac)

Quem quiser saber mais detalhes sobre o livro como, sinopse, resumo, personagens e novidades basta seguir: @AmorMaybe no twitter!!!

Bjooooooooooo

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SONETO DE FIDELIDADE

Uma amiga muito querida se casou nessa semana e, em seu casamento fez a leitura desse belo soneto. Achei tão lindo que resolvi compartilhar com vocês!


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

(Vinicius de Moraes)